terça-feira, 23 de setembro de 2008

PLANEJAMENTO DE VIDA

José Fabiano Ferraz - 12 -39136519
Você quer ser o protagonista de sua vida? Ou deixar que as coisas aconteçam e simplesmente navegar ao sabor do acaso? Quem é o responsável pelo seu desenvolvimento? São questões desta natureza que levam a refletir sobre planejar a vida. Planejar significa elaborar um plano, projetar algo a curto médio e longo prazo. O planejamento de vida é um roteiro intencionalmente elaborado, que orienta os objetivos pessoais e profissionais. O humano é um ser que se projeta para fora de si mesmo, mas que não pode sair das fronteiras do mundo que o cerca. Por isso o planejamento de vida tem que estar, necessariamente, atrelado aos aspectos da sua realidade que, sem dúvida, podem ser mudados, mas precisam ser conhecidos. O planejamento de vida jamais será algo acabado ele é um esboço, que pode e deve estar aberto a possibilidades entre aquilo que deseja em sua vida e aquilo pode ser. As competências podem ser desenvolvidas, e o único responsável por este desenvolvimento é você mesmo.
O projeto de vida é, portanto, uma antecipação da vida que você deseja ter ou levar. Você já pensou em elaborar um plano de ação e estabelecer objetivos a curto, médio e longo prazo? Muitos responderão afirmativamente, mas não realizarão o plano proposto. Estamos falando do comprometimento que você tem que ter com seu plano de ação, da determinação em seguir o planejamento estabelecido por você mesmo. Às vezes a pessoa não se leva a sério, não é responsável com suas questões, e o seu planejamento de vida exige, necessariamente, responsabilidade e comprometimento. Elaborar um planejamento de vida é importante porque, você precisa saber para onde vai e refletir sobre o rumo que dará para sua vida. E cá entre nós, muitas vezes não temos a mínima idéia de nenhuma destas questões. O que acaba acontecendo é que a pessoa fica agarrada a um cotidiano, esquece ou não encontra tempo para refletir em sua principal tarefa nesta vida. Você tenha certeza, sua principal tarefa é se tornar aquilo que você pode ser. O seu maior desafio é expressar o verdadeiro potencial que existe dentro de você, e que pode estar adormecido, esquecido ou como já falei sufocado por questões do dia a dia.
O planejamento de vida é uma ferramenta de gestão, que te faz olhar para o futuro, traçar estratégias e saber o que quer, ele servirá como um mapa que irá orientar e conduzir às situações que deseja alcançar. Se você trabalha em uma instituição e acredita que o planejamento de vida não se aplica a sua realidade, está deveras equivocado. Hoje a maioria dos dirigentes das empresas sabe que o sucesso de sua organização esta ligado ao sucesso das pessoas, e que as organizações conseguem seus resultados através do sucesso das pessoas. Quem possui habilidade para definir seu projeto de vida, traçar planos de ação aliados a visão de futuro é interessante para instituições modernas.
Na prática o planejamento de vida começa com as questões relacionadas aos motivos que te levam a realizar as coisas no dia a dia. Você precisa refletir sobre seu trabalho atual, suas relações pessoais, a finalidade de suas ações e suas necessidades existenciais. O planejamento de vida é um exercício de autoconhecimento. O seu temperamento é algo que influencia suas decisões. Você direcionou sua vida até o momento e deu o seu melhor sempre. Mas se você não conhece seu temperamento como determinar um plano, uma direção, objetivo e metas que tenham a sua forma, o seu jeitão? Você pode estar andando em círculos, caminhando à margem de sua própria vida. E isto nos diferentes segmentos da vida afetivo e profissional. O seu temperamento pode ser o grande dificultador de sua vida. Se você não conhece seu temperamento fica brigando com suas características, imaginando que poderia ser uma pessoa diferente, ter essa ou aquela característica que observa em outras pessoas. Você não precisa ser outra pessoa para ter um plano de vida que contemple suas próprias características, o que você precisa é conhecer melhor a si mesmo, seu temperamento, reorganizar o que for preciso e desenvolver o que pode ser melhorado. Não existe uma receita para elaborar um planejamento de vida, o que você pode encontrar são alguns métodos que irão te ajudar no autoconhecimento, no posicionamento profissional, no direcionamento de seus desejos e vontades, na determinação clara e objetiva de seus valores, de seu estilo pessoal. Não tenha receio de procurar uma ajuda especializada para elaborar seu projeto de vida, ninguém vai te dizer o que fazer, mas poderá te ajudar a encontrar o que você quer fazer, a descobrir o potencial que existe dentro de você. Comece dedicando algum tempo do seu dia para refletir sobre as questões ligadas ao planejamento de sua vida. E você verá como irá buscar com maior dedicação, a transformação, o conhecimento e a valorização pessoal. O planejamento de vida te dará uma compreensão daquilo que deseja se dedicar na vida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TRABALHAR É SERVIR.




José Fabiano Ferraz - 12 - 39136519


Outro dia escutei aquela conhecida expressão, se eu encontrasse quem inventou o trabalho mataria ele. Uma sociedade estruturada no valor econômico e no consumo precisa produzir, cada vez mais com qualidade e competência. Eu tenho que ser produtivo e qualificado, porque é de pessoas assim que as corporações precisam. Esta é a conseqüência de nossa comunidade globalizada. Hoje quem é exemplar em sua classe de trabalho, faz a sua parte com dedicação, preenche seus requisitos como profissional, reconhece seu trabalho como importante em sua vida, é objeto de interesse para as corporações produtivas. Se você tem alguma dúvida de colocar todas as suas forças em seu trabalho, não tenha, pois, do contrário sua vida profissional estará ameaçada.
Mas agora você deve estar pensando: mas como eu posso fazer isso, colocar todas as minhas forças a um “objeto”, no caso um trabalho ou uma corporação, se ele não é nem de longe um ideal de vida para mim? Está bem eu posso ter exagerado, não vamos pensar em ideal de vida, mas pelo menos um trabalho que eu pudesse gostar. Como vou ter prazer, subordinando-me a uma atividade que não paira como agradável para mim? É importante ter consciência de que trabalhar é servir, sempre foi e sempre será. Se servimos, o fazemos a algum propósito determinado. Pode ser o mais elevado tipo de ocupação, mas o que vai determinar a minha satisfação e o meu bem estar no trabalho que realizo, é o modo de pensar e interagir com a atividade, com as pessoas e o juízo moral que tenho da minha produtividade na sociedade. Você já pensou no fato de que o seu trabalho é para servir a humanidade. Que quando você se dedica ao trabalho, você esta fazendo para humanidade. Não tenha dúvida de considerar o seu trabalho algo especial. Eu não sei o que você faz, mas de alguma maneira o seu trabalho acaba beneficiando minha vida, ou atrapalhando, pode ser uma questão de enfoque. Então quando você vive para humanidade, produz uma atividade e tem consciência de que serve a humanidade, você sabe que sua existência é especial.
Outro dia conversava com uma senhora em meu consultório e ela me dizia que eu era um otimista. Porque ela era dona de casa e o seu trabalho era cuidar da casa, dos filhos e do marido e não via bem nenhum para humanidade no que ela fazia. Perguntei onde seu marido trabalhava, onde seus filhos estudavam e o que eles pretendiam ser quando crescessem. E não foi difícil ela se conscientizar que para o marido poder produzir, em uma das empresas brasileiras que se destacam a nível mundial, trazendo riqueza para nosso país. Que para seus filhos serem no futuro, quem sabe, profissionais que irão facilitar a minha vida ou de meus filhos, ou de meus netos a participação dela era fundamental. Ela servia a sua casa, e com isso servia a humanidade. Se você não está feliz com o que está fazendo, no trabalho ou na vida de uma maneira geral, eu li que somente o feliz vive como quer palavras de Santo Agostinho. A felicidade nada mais é do que a vida em harmonia com o sentimento. Quando a vida não é vista em contradição com o sentimento, eu posso encontrar a importância e a certeza de que estou servindo. O homem produz algo para si, para os outros e para espécie humana isto é uma realidade por si mesma. Hoje trabalhamos mais, porque dependemos mais da humanidade para sobreviver. Hoje trabalhamos mais, pois a humanidade precisa mais de nós e porque nós estamos mais próximos da humanidade, com o avanço das comunicações. Então hoje quando você for para o seu trabalho, pense nas palavras de Agostinho, somente o feliz vive como quer. Um bom dia de trabalho para você.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

José Fabiano Ferraz - Psicólogo - 12- 39136519
Você já pensou em ser alguma coisa? Ou as coisas foram acontecendo em sua vida? Quando brincamos do que vamos ser quando crescer, estamos experimentando o sentido que daremos para nossas vidas, buscando uma verdade sobre nós mesmos que ainda não sabemos qual é. E não tem por onde fugir, o ponto de partida desta questão, o que eu vou ser, começa em conhecer a si mesmo. E é um caminho que devo percorrer sozinho, para interrogar a mim mesmo, me colocar em questão, refletir sobre minhas características a partir de minha própria vida. A consciência de si mesmo é concentração e recolhimento, invariavelmente preenchido de angústia e ansiedade. Mas não para por aí, preciso ir além da fronteira de minha personalidade e de minhas características pessoais. Isto porque obviamente eu não existo sozinho, estou numa relação direta e constante com o outro, seja ele uma pessoa, uma organização ou um estado político. Existe um fora, que me afeta e altera minhas decisões e formas de ver e sentir a vida. Para saber o que sou preciso me apropriar de minhas intenções e da finalidade de minhas atitudes. Isso não é uma tarefa fácil, mas somente a pessoa que conhece suas intenções, e assume a finalidade de suas atitudes pode estruturar sua vida em si mesmo. Fazer um trabalho, ter uma profissão que revele minha intenção e expresse minha finalidade na vida. Mas nós não somos nós estamos, e estamos continuamente sendo nós mesmos, isto quer dizer que estamos construindo cotidianamente o que somos. Nós crescemos na relação direta com ambiente em que vivemos. Ele determina nossas vontades, estrutura nosso modo de ver o mundo e influencia como será nossa participação na vida. O fato é que um conjunto formado pelas condições geográficas, históricas, sociais e econômicas organiza o meu crescimento na vida. De certa maneira antecipam as possibilidades, de tornar a ser o que se deseja.
Então você esta em um trabalho. Qual a finalidade do seu trabalho para você mesmo? Uma vez fiz esta pergunta na sala de aula, e os alunos constataram que a finalidade do trabalho deles era para pagar as contas no final do mês. Aí se estabelece o desvio do meu projeto principal na vida, ser o que desejo quando crescer. Todo desejo só é atingido quando colocado como meta, e nós estabelecemos metas em nossas vidas. Mas será que são as que desejamos? Ou somos arruinados em nosso projeto em favor das preocupações cotidianas. Geramos uma dúvida em nossa vida, ser o que desejamos aquilo pelo qual sentimos que temos talento ou permanecer no anonimato, acovardado diante das pressões sociais. A dúvida só surge quando eu saio de mim mesmo, quando dou maior importância ao que esta fora de mim, ao que é diferente, quando me conheço como um ser limitado e só procuro ampliar meus limites através dos outros. Se você ainda não sabe o que você quer ser quando crescer, não importa sua idade, pois encontrei várias pessoas com mais de cinqüenta anos que se entregaram ao projeto de ser que queriam. Descubra suas verdadeiras intenções nesta vida, encontre uma finalidade para sua vida. E acima de tudo tenha fé, acredite nos seus sonhos. Nenhuma dúvida abala a verdadeira fé. A fé desamarra nossos desejos das correntes racionais, das justificativas de nosso desvio de ser o que somos. Ela permite que o sentimento de solidão que é o sentimento de limitação que nos acompanha, desapareça. Na fé que temos em nosso projeto de vida, em nossa arrancada para ser, desaparece a dúvida porque aquilo que antes era subjetivo se torna objetivo. Como acreditamos acontece conosco. Quando me coloco no caminho de viver aquilo que sou, então crescerei. O desejo não se prende a nenhum obstáculo, a nenhuma lei, há nenhum tempo; ele quer ser realizado. O que você vai ser quando crescer é o que vai te fazer crescer para ser. Pense nisso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

EU POSSO MELHORAR.


José Fabiano Ferraz - Psicólogo - 12 39136519

Hoje vamos refletir sobre o limite do sucesso. Será que somos limitados? Será que algumas pessoas são realmente mais privilegiadas ao sucesso do que outras? Por que para algumas pessoas o sucesso acontece de uma maneira que nos parece impossível de um dia conseguir?
O que faz da pessoa um sucesso é exatamente o seu talento, a sua capacidade e a sua riqueza interna. Se a pessoa tem uma consciência limitada de si mesma, o seu pensamento, o seu sentimento e a sua vontade também serão limitados. O quanto longe uma pessoa enxergar, tão longe se estenderá seus objetivos. E desta maneira também se estenderá o sentimento que tem de si mesmo. Um homem vitorioso possui a força do pensamento, a força da vontade e a força do coração. A força do pensamento é o conhecimento, a força da vontade a transparência do caráter, a força do coração o amor. A razão, o amor e a vontade são os ingredientes que a pessoa tem para conseguir vencer. Podemos melhorar nossa vida, seja em que segmento for através do conhecimento, do amor e da vontade. Então seja o que for que você faça, conheça muito bem a sua atividade, use o poder da razão, da inteligência que você tem, e transforme a sua atividade em uma atividade fácil. Administre a sua vontade, os seus desejos, quem domina sua vontade não se torna escravo da vaidade, dos hábitos e das compulsões. Quem administra a sua vontade consegue uma vitória sobre si mesmo, aprende a domar a fúria das paixões, dos vícios e consegue a transparência de caráter dos homens vencedores. O sentimento é o veículo de comunicação consigo mesmo, viver o sentimento nos dá o poder de amar, de odiar, de vibrar, de sofrer e de viver uma vida que pulsa e que transmite vida. Quem é capaz de sentir, não tem medo do medo, da dor, não tem vergonha da alegria, da euforia e da comemoração da vitória.
Ao olhar para as pessoas de sucesso podemos identificar a consciência que tinham do seu objetivo, marca característica de uma pessoa de sucesso. Quando temos consciência do objetivo somos satisfeitos e completos. A limitação do pensamento, do amor e da vontade é a limitação da própria pessoa em sua vida. E só pode ter consciência de suas limitações a pessoa que alcança a consciência de seu objetivo. Se fizer de suas limitações as limitações de seus objetivos, cometerá o erro, o engano de limitar sua consciência e seus horizontes. Encontrará a desculpa para o comodismo e a preguiça. A pessoa não é nada na vida sem um objetivo, os grandes homens, os homens de sucesso, tinham apenas um foco fundamental e dominante em suas vidas: a realização da meta.
O aperfeiçoamento é expandir os limites do possível, tornar possível o impossível, tornar fácil o que é difícil e tornar o fácil um prazer. Tornar as atividades fáceis e agradáveis é a forma de sucesso, pois assim farão parte de nossa vida habitual, pois, o difícil requer o esforço da superação e teremos a tendência natural de desistir. Se não podemos saltar sob os obstáculos, precisamos aprender a contorná-los, o importante é que a dificuldade seja transformada em facilidade, enquanto para alguns é fácil saltar os obstáculos, para outros será o contorná-los. Isto não quer dizer que devemos evitar o que é difícil, mas sim que através da força do conhecimento, da força da vontade e do poder do sentimento, melhorar nossa habilidade a fim de chegarmos à realização de nosso objetivo com facilidade. Nós podemos melhorar, sempre. Portanto tenha cuidado com seu pensamento, pois ele dirige sua vida, estabeleça um objetivo na vida e tenha o foco firme nele com confiança. Não abaixe a cabeça com as derrotas, não se envergonhe com os fracassos, mantenha todos os seus planos e caminhe sempre em frente, não se desvie do seu objetivo. Você pode melhorar sempre, se continuar, você pode aprender sempre, se acreditar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A VIDA EM GRUPO



José Fabianno Ferraz - Psicólogo - 12- 39136519
Hoje vou refletir com você, que tem acompanhado as colunas deste site, sobre viver em grupo. Tenho certeza que você também participa de grupos, assim como eu, e que também sente que os grupos, podem ser ao mesmo tempo a solução ou o problema de nossa vida. Participo de grupos e associações de classe, tenho minha família um grupo significativamente importante pra mim, quando trabalhava numa empresa falávamos constantemente em times de trabalho, desenvolver harmonia e união da equipe. Participo também de grupos de estudo, de trabalho voluntário, temos nosso grupo de amigos e nos reunimos ocasionalmente para conversar e confraternizar. Tanto eu quanto você sabemos por experiência própria que não vivemos, ou melhor, não sobrevivemos sem pertencer a um ou mais grupos em nossa vida. Sabemos também, por experiência prática, que os grupos e as pessoas que nos relacionamos nos influenciam diretamente. Certa vez ouvi de uma psicoterapeuta no curso de especialização em Educação Somática: “Eu escolho muito bem os meus amigos porque eles me influenciam muito”. Descobri na trajetória de minha vida que esta é uma decisão inteligente e saudável. Vamos falar de algumas dificuldades e de alguns benefícios que a vida em grupo nos trás, e da importância de saber escolher os grupos do qual participamos.
Em algumas famílias observo que os erros são mais comentados do que os acertos. Se a pessoa acerta não existe os parabéns, um reforço, mas se ela erra é destacado gerando constrangimento, e muitas vezes mágoa. Por outro lado pude ver e sentir em alguns grupos familiares, que as pessoas procuravam acertar em conjunto, ajudando-se mutuamente, discutindo os erros e cada um contribuindo com o que pode para o crescimento da família. No ambiente de trabalho vivi dois momentos bem distintos que me serviram de experiência. No início de minha carreira, talvez por estarmos montando um grupo de trabalho, buscávamos maneiras de fazer as novas idéias funcionarem. Algumas áreas eram novas na organização, e estávamos na fase de implementação ao mesmo tempo em que estávamos aprendendo. Lembro-me que éramos um grupo unido, compensávamos as limitações um dos outros, méritos do nosso gerente que soube selecionar a equipe. Depois na mesma organização, mas em outra época, com outra equipe, num momento diferente de minha posição na empresa, com mais experiência, alçando vôos mais altos me deparei com uma situação onde as pessoas buscavam o sucesso e as conquistas de forma individual. Apresentavam iniciativa e entusiasmo em relação aos desafios e objetivos que fosse de encontro aos seus interesses. Recentemente participando de um grupo de trabalho voluntário, experimentei duas situações no vínculo com o grupo. O grupo manifestava um comportamento de respeito, reconhecimento e compaixão um pelos outros, esclarecendo as dúvidas frente a frente e alimentando um sentimento positivo e otimista sobre as pessoas do grupo e de nosso objetivo. Mas a partir de um evento isolado, as pessoas tiraram conclusões precipitadas, e antecipadas geralmente negativas e não deram oportunidade para entendimento.
Bem eu poderia ficar escrevendo mais umas tantas outras páginas, mas acredito que estes exemplos sejam suficientes para chegarmos a algumas conclusões. A primeira que podemos destacar é que a vida em grupo deve ser uma oportunidade para se desenvolver como pessoa. Dificilmente saberemos antecipadamente como agir e atuar nos vínculos em grupo. Devemos aprender a lidar com as coisas no presente, e deixar que nos ajudem. Para isso é necessário que se estabeleça uma relação de ajuda entre os membros do grupo. O grupo deve permitir o crescimento e a realização das potencialidades individuais. Precisamos aprender a nos comprometer com o crescimento das pessoas do grupo, a criar relações que facilitem o amadurecimento do outro como uma pessoa independente. Olhe para as pessoas de seu grupo, se elas forem maduras, desenvolvidas competentes e capazes você com certeza terá estas qualidades também.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

EU VENCI O MUNDO!

José Fabiano Ferraz -Psicólogo - 12- 39136519


Estamos vivendo a era dos campeões, dos vencedores, da felicidade e do sucesso em ter. Nossa vida uma olimpíada diária onde buscamos a medalha de ouro, e em função disso passamos por aflições e ansiedades. Mas houve um homem que disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” . E é sobre alguns ensinamentos que este homem nos deixou que quero refletir. Não pretendo falar sobre religião nem teologia, mas de Jesus histórico, que foi citado por autores não judeus como alguém que curava e ensinava uma nova mensagem. Quero refletir sobre Jesus homem que ao passar por aqui nos deixou ensinamentos, que há mais de dois mil anos estão atuais e desafiam-nos a vencer o mundo. Selecionei alguns pensamentos sem a pretensão de esgotar, ou elaborar um profundo estudo. Podemos ser vencedores com os ensinamentos de Jesus? Vamos refletir.
a) Uma lição de humildade. Ele reconhece que é o Mestre e Senhor, mas lava os pés de seus discípulos para deixar a mensagem de que o Mestre não é maior de que seus discípulos. E diz que o líder tem que dar o exemplo, para que seus liderados façam como ele. Liderar pelo exemplo.
b) Sobre a ansiedade pela vida ele diz para preocupar-se com o presente, e fazer o que está ao seu alcance para lidar com problema de cada dia. Não ficar ansioso pelo futuro, pelo que acontecerá, pois mesmo com toda ansiedade você nada pode fazer com o que virá, a não ser administrar o seu presente e os efeitos que a vida gera em você.
c) Sobre o julgamento às pessoas, ele mesmo não julgou ninguém, porque ele mesmo não veio para julgar, mas cumprir sua missão de salvar o mundo. E desafia a quem se autoriza a julgar as pessoas, rever a sua vida e verificar se está sem mácula. Deixou bem claro que não condena a pessoa, mas sim o erro, e que uma vez a pessoa arrependida ela é perdoada.
d) Ensinou que somos escravos de nossas compulsões, e que precisamos deixar morrer o comportamento compulsivo em nós. A pessoa que tem problemas de compulsividade sejam drogas, sexo, jogo, comida, consumo sabe muito bem que uma vez cometido o comportamento, torna-se dependente, escravo da compulsão.
e) Sobre a prática, nos diz que ouvir e não praticar enfraquece nossas estruturas psicológicas e espirituais. No consultório clinico a maior dificuldade das pessoas é com a prática. O trabalho em psicoterapia ajuda a pessoa a se conhecer melhor, mas a mudança envolve a prática, finalizar o que não queremos mais e exercitar o novo.
f) Foi ele quem disse que nossa boca fala do que está cheio nosso coração. Se nos enchemos de mágoas, ressentimentos e amarguras são disso que falaremos, mas se nos enchemos de amor, esperança e fraternidade são disso que falaremos. Os frutos que produzimos na vida revelam o que somos.
g) Há mais de dois mil anos atrás, traduzindo para os dias de hoje, Jesus já falava em parcerias, em formar redes para o bem comum. Quando ele ensina: “... quem não é contra vós outros é por vós” . Incentivando seus discípulos a evitar dissidências e valorizar parcerias.
h) Sobre a abundância de bens e riquezas, nos orienta a tomar cuidado com a avareza, pois a nossa vida não consiste nos bens que possuímos. Pessoas que trabalham demais acabam não tendo tempo para a família, os filhos e para si mesmo e desenvolvem doenças psicológicas.
i) Por último vou destacar aos líderes, políticos e dirigentes de uma forma geral o que Jesus diz: “... aquele que dirige seja como o que serve” . O líder servidor, que se coloca no lugar de quem serve. O mais formado e organizado se coloque no lugar do sem forma e sem organização. O maduro e experiente se sinta como o imaturo e inexperiente.
Longe de mim a pretensão de esgotar os ensinamentos deste homem que venceu o mundo, mas apenas com essas poucas e modestas reflexões, como podemos responder a pergunta: Podemos ser vencedores com os ensinamentos de Jesus?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A BUSCA DA FELICIDADE







José Fabiano Ferraz - Psicólogo - 12 39136519 -


A busca da felicidade motiva boa parte de nossas ações, estamos incansavelmente procurando o que nos faz mais felizes, mas para a maioria das pessoas essa conquista parece distante e extenuante. O que te faria mais feliz? Uma casa própria, ou uma casa maior; ter um carro, ou um carro melhor; ter uma pessoa que você ame e que se sinta amado; ter riqueza e fama; concluir seus projetos de vida; uma promoção no trabalho; o reconhecimento das pessoas? Pare e pense por um momento, qualquer que seja a sua resposta, pesquisas na área de psicologia sugerem que nada disso tem relevância em melhorar ou aumentar sua felicidade de forma significativa. Para Freud a felicidade é algo passageiro, só ocorre em momentos de trégua entre os conflitos e as dificuldades inerentes do dia a dia. Filósofos, psicólogos, economistas e mais recente neurocientistas, tentam entender a felicidade medi-la e reproduzi-la. Entre os neurocientistas não foi encontrado o “centro neural da felicidade”; os economistas não conseguem medidas objetivas da felicidade, quantificar como o produto interno bruto, por exemplo; os psicólogos se enroscam nas diferenças culturais que dificultam as generalizações.
Hoje existe uma discriminação das pessoas que não são felizes, a felicidade deixou de ser um direito e tornou-se uma obsessão. E esta tirania da felicidade não é algo recente, começa no século XVIII quando a satisfação deixa de ser um direito para se tornar um dever, passando da condição de contingência para a de obrigatoriedade. O que podemos constatar é que a questão da felicidade ainda se impõe como um enigma e desafio a sociedade moderna. Existe uma tendência na sociedade capitalista, que atualmente coloca a questão econômica acima de outros fatores da vida, ter a felicidade como um produto que pode ser adquirido no mercado. Nada melhor para uma sociedade estruturada no valor econômico, do que transformar o prazer em ideal coletivo e obrigatório. Em seu livro “A Euforia Perpétua“ Pascal Bruckner denuncia a fragilidade e crueldade do “dever da satisfação”. Ele coloca que a pessoa obcecada em conquistar a felicidade, como uma propriedade, sofre em dobro e se distanciam das pequenas alegrias da vida. Em pleno século XXI, com a ascensão do consumo, o acúmulo de capital como meta de vida, e a revolução social em nome do prazer e da alegria vivemos o individualismo. As pessoas distantes dos laços fraternos e humanitários, e apologia do interesse pessoal sempre colocado acima do coletivo. A busca do prazer individual a qualquer custo.
Mas a felicidade real, aquela que experimentamos em cada célula de nosso corpo, muda de acordo com cada um, de acordo com a época e com a idade. E o mais importante, esta na simplicidade encontra-se no despertar de cada dia, na vida que ganhamos a cada dia. Do contrário, a felicidade, é um vazio a ser preenchido, mas jamais concluído. A felicidade está em nos surpreender com as coisas na vida, viver o inesperado e buscar desafios. Situações que nos forçam a viver o momento presente, concentrar nossa atenção em algo específico que traga realização pessoal e o bem comum. Encontramos a sensação de ser feliz quando tornamos o maior número possível de pessoas felizes. Isto é diferente de estar feliz, de ter a felicidade como um momento onde burlamos a angústia e o vazio.