quarta-feira, 15 de outubro de 2008

DESENVOLVIMENTO HUMANO




José Fabiano Ferraz - Psicólogo -12 - 39136519.

Quando pensamos em desenvolvimento humano precisamos dar atenção à organização de nossa vida como um todo. Durante toda a vida, a pessoa pode se desenvolver, ou, pelo menos, tem a capacidade de assim fazer. Algumas pessoas que acreditam estar muito velhas para mudar, ou aprender novas coisas estão equivocados. O que acontece é que sistemas neurais pouco utilizados desaparecem ou são cooptados para outras finalidades. Não há limite para o número e a complexidade de conexões neurais que o cérebro pode formar. O cérebro humano possui uma capacidade ilimitada de criar redes neurais, a pessoa pode criar novas formas durante toda a sua vida.
Outro fator importante é que o pensamento não é um processo que envolve somente o raciocínio lógico e formal. Não é apenas o córtex o responsável por nosso pensamento. Mas as emoções, seu afeto no corpo, os estados de esperança, de sentido e os valores contribuem para consciência da pessoa no mundo, o desenvolvimento de sua capacidade e mobilização de seus talentos. Portanto pensamos com todo o corpo e precisamos deste corpo saudável e disposto para o desenvolvimento contínuo em nossa vida.
No início do século XX o QI tornou–se o centro das atenções dos estudiosos do comportamento humano. Psicólogos desenvolveram testes para medir, classificar as pessoas em graus de inteligência. Acreditava-se na época que os testes indicariam as habilidades, talentos de uma pessoa. As teorias psicológicas diziam que quanto mais alto o QI, mais a pessoa era inteligente e evoluída. Em meados da década de 1990 Daniel Goleman, através de pesquisas realizadas, por neurocientistas e psicólogos demonstrou que a inteligência emocional assumia importância destacada no desenvolvimento humano. O QE (Quociente Emocional) dá a percepção dos sentimentos de si mesmo e das outras pessoas. Prepara a pessoa para agir adequadamente às situações de empatia, compaixão, sentimentos de sofrimento e angústia. Conforme observou o próprio Goleman, a inteligência emocional constitui o requisito básico para a utilização efetiva do QI. A pessoa que não lida adequadamente com as emoções utilizam sua capacidade intelectual com menos eficiência. No final do século XX e início do século XXI, pesquisadores do comportamento humano, neurocientistas e o desenvolvimento da física quântica, mostraram que existe um terceiro tipo de inteligência humana, a inteligência espiritual (QS). Este tipo de pensamento refere-se a como a pessoa aborda e soluciona problemas de sentido e valor. A inteligência com a qual a pessoa pode colocar seus atos e atitudes em um contexto mais amplo e, avaliar que caminho na vida faz mais sentido que o outro. Howard Gardner em seu livro Inteligências Múltiplas argumenta que existem pelo menos sete tipos de inteligência: a musical, a espacial, a esportiva, além da racional e da emocional. Danah Zohar e Ian Marshall em seu livro Inteligência Espiritual defendem a tese de que, possivelmente nossas inteligências sejam infinitas e ligadas a três sistemas neurais do cérebro. Estes autores enfatizam que todos os tipos de inteligência que Gardner descreve, são, na verdade, variações do QI, QE e QS e de suas configurações neurais associadas. O ser humano em sua essência é impulsionado por um anseio de encontrar sentido e valor naquilo que faz e experimenta. É uma necessidade humana transcender sua própria existência através de sua obra, viver sua vida num contexto mais amplo que lhe dê sentido, seja a família, a comunidade, o clube de futebol, o trabalho, as convicções religiosas ou o universo em si. Portanto se você desconfia de seu talento e de sua capacidade, saiba que o desenvolvimento humano não possui fronteiras nem limites. O que precisamos ter claro é o fato do pensamento e o talento humano serem influenciados pelas experiências diárias, a saúde física e mental, dieta, volume de exercício físico praticados, tipos dos relacionamentos formados e outros fatores ligados a organização da vida cotidiana.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

QUE DROGA DE VIDA!


José Fabiano Ferraz -Psicólogo - 12 - 39136519
Só temos sucesso naquilo que fazemos com prazer. Uma atividade que combina com nossa essência, nós não sentimos como limitação, não sentimos como peso em nossa vida. Mas a atividade mais feliz, sem dúvida é aquela em que somos agentes da felicidade do outro. Por exemplo, dar é melhor do que receber, criar é melhor do que copiar, fabricar é melhor do que destruir. Nestas atividades nós podemos ser agentes da felicidade do outro, portanto fazemos com alegria e dedicação. Parece um pensamento demasiado altruístico para fazer parte de nossa realidade cotidiana. Você deve estar pensando, dessa maneira como vou pagar as contas no final do mês, a prestação do apartamento ou da casa, o financiamento do carro, etc. Então vivemos nossa vida fragmentados entre o que poderíamos ser, e o que conseguimos ser. A felicidade, o prazer e a realização tornam-se princípios secundários em nossa vida. Com isso nossa vida torna-se binária, ou isto ou aquilo, ou trabalho ou sou feliz, ou ganho dinheiro ou me realizo, ou sinto prazer ou sou responsável. Será que isto não tem sido a falência de nossa vida social? Principalmente dos jovens perdidos neste mundo binário? Eles observam que os pais trabalham a semana toda, ficam estressados, nervosos, irritados sem tempo para dar atenção e conversar com a família, e no final de semana buscam a felicidade na bebida, na euforia de um churrasco, por exemplo, na compra de mais um objeto de consumo. Não existe uma semelhança entre a vida cotidiana e a vida do final de semana. No domingo à noite o abatimento e a angustia lembra o início da semana dura, desgastante e pesada.
Que droga de vida! A maconha continua sendo a droga mais consumida no mundo. O álcool tem seu consumo elevado em 10% a cada ano. Os jovens começam a beber cada vez mais cedo. Pesquisas recentes revelam que a idade média de jovens que experimentam álcool é aos 13 anos, fumar cigarro aos 12 e fumar maconha aos 14 anos. Muitos jovens que usam drogas, mais pesadas, começam com o primeiro cigarrinho de maconha aos 10 anos de idade. O modo como a sociedade esta estruturada, hoje em dia, é à base do aumento do consumo de drogas entre os jovens. A maconha pode ser considerada uma droga inofensiva, mas não é, pois, ela conduz a dependência psicológica e a outras drogas mais pesadas. Este é o resultado de uma sociedade que entende a felicidade como momentos, o prazer como euforia e a realização como utopia.
Eu trabalho com dependência química, coordeno um grupo de apoio a dependentes químicos. Vejo este problema nas famílias, nas empresas, nas ruas e no mundo aumentando cada vez mais. A família precisa entender, o quanto antes, o que o seu filho será um dia já esta se formando, hoje, na relação com os pais. Na criança, no pré-adolescente já existe o adulto de amanhã em formação. As qualidades essências, aquelas que aprendemos a distinguir as coisas na vida são aprendidas, afetivamente, pelo modelo ainda quando criança. O acesso as drogas atualmente é bem mais fácil, as festas dos adolescentes são verdadeiras feiras de drogas. Recentemente alertei uma colega de minha filha, de dezessete anos, sobre um lugar que elas iriam e que existia muita droga. Ela me disse o seguinte: ”Mas o tio hoje tem droga em todo lugar que a gente vai”. Infelizmente, embora exista um exagero em sua afirmação, isto é uma verdade. Mas existe, ainda, locais onde a droga não faz parte do hábito dos jovens. É uma questão de escolha e também de orientação dos pais.
Mas o que fazer? Mudar esta é a alternativa. Investir com toda boa vontade em um processo de mudança em sua vida. A raiz dos problemas com as drogas esta na família, e a base dos problemas da família esta na estruturação social. Cuidar dos princípios que direcionam a vida dos pais, morais e éticos, a educação responsável e o cuidado com o vínculo afetivo. Entender que o prazer pode combinar com o trabalho, que a realização pessoal deve trazer recompensa financeira. Ter consciência que a semelhança se baseia no parentesco familiar, que o ser humano não é suficientemente autônomo para ter atitudes apropriadas em um ambiente que esta reforçando o seu oposto. E caso você já esteja vivendo o problema das drogas em sua casa, procurar ajuda o quanto antes. Não ter vergonha de expor a situação e pedir ajuda, pois com o tempo a situação pode piorar. Muitas vezes o familiar quer levar a pessoa que tem problema com drogas, mas ela não quer ir. Vá você procurar ajuda. Você irá aprender a lidar com o problema. Para quem se interessou todas as terças feiras às 19h30min no salão social da igreja Presbiteriana do Jardim Augusta, Rua Berna n° 174 existe um grupo de apoio a dependes químicos e familiares. A participação é inteiramente gratuita. O telefone para contato é 39416013. Caso você esteja passando por este problema, nós estaremos lá aguardando o momento em que você decidir pedir ajuda.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

LÍDERES SAUDÁVEIS




José Fabiano Ferraz
Psicólogo - 12 - 39136519

A capacidade de um pote de barro depende do vazio e do espaço que tem, e não tanto do material que contém. Trabalho com líderes, de diferentes formas. Em treinamentos, consultoria pessoal e psicoterapia. Muitas vezes escutei líderes que se sentem vazios. Trabalham e são eficientes em sua função, possuem prosperidade material, mas se sentem vazios. O vazio é uma sensação evidente de que a pessoa precisa se doar, precisa desenvolver o princípio natural da vida que é a lei da doação. Dar mais de si é se expandir, expressar o próprio processo criativo de viver. A liderança saudável aprende que a doação resulta de um estado de consciência em que o líder não espera reconhecimento, nem recompensa embora apareçam naturalmente. Hoje ouvimos com freqüência que as equipes precisam ser autogerenciadas. Equipes com esta característica aprendem a doar uns aos outros, a compartilhar o sucesso e o fracasso. Debashis Chartterjee, um pensador que trabalha com liderança diz o seguinte: “A liderança é a tarefa de orquestrar as oferendas especiais que cada membro traz da equipe à organização”. Com isso o líder constrói a unidade, a partir da diversidade dos dons e talentos da própria equipe. Cada membro da equipe evoluindo em um processo dinâmico, de equilíbrio entre a unidade e diversidade.
Algumas pessoas queixam-se do ambiente de trabalho ser hostil e contrário a uma vida saudável. O liderado queixa-se do líder que não é sensível aos seus problemas pessoais, do acúmulo de trabalho, da pressão para o cumprimento do cronograma, do aumento de responsabilidade e da falta de condições ideais. O líder, por sua vez, queixa-se da falta de comprometimento, da baixa iniciativa, do pequeno espírito empreendedor e também da falta de apoio para desenvolver sua função de liderança. Ambos, em lados distintos, falam das situações como algo que escapa ao seu controle, que acontece quase que independente de sua vontade. Quando estou diante destas queixas coloco o seguinte: “Você acredita que nós construímos o mundo em que vivemos e que essa organização, esta empresa, esta instituição de ensino, esta cooperativa ou instituição de saúde é construída por você? E que isto acontece numa dinâmica incessante de interação e participação? Algumas vezes eu escuto de ambos os lados: “Mas eu não participo disso não, eu fico na minha, não adianta ficar falando”. Então eu respondo: “Pois é isso mesmo, não participar é a sua forma de participação, é a sua forma de interagir com a sua realidade, sendo omisso e ausente”. Pode soar duro num primeiro momento, mas é preciso que ambos, líder e liderado, entendam que somos autores de nosso ambiente e de nossa vida. Mesmo que não percebamos, nós ajudamos a construir a nossa empresa, nossa instituição, nosso município, etc. E somos influenciados, afetados e modificados pelo mundo que construímos. É importante que você descubra o quanto antes, que a vida é um processo de conhecimento construído a partir da interação com a própria vida. Aprendemos vivendo e vivemos aprendendo.
O líder tem um impacto direto sobre o ambiente de trabalho, no bem estar e no clima emocional da equipe. O que revela uma liderança saudável é a capacidade de lidar com as emoções e com o stress do dia a dia. Um ambiente emocionalmente saudável é fonte de bem estar para si mesmo, para os outros e para organização. O líder que possui competência emocional tem um papel chave na prevenção do stress. Por sua vez o líder que aprende gerenciar o stress é um agente multiplicador de saúde dentro da organização. São líderes capazes de identificar e comunicar a missão, lidar com desafios e ao mesmo tempo fornecer apoio e encorajamento aos liderados. Mas para isso o líder precisa aprender a lidar com suas emoções e seu stress. Pois não adianta simplesmente palavras para promover a saúde no ambiente de trabalho. É preciso o modelo, a aprendizagem pela referência do próprio líder. O líder saudável possui uma competência que lhe garante visivelmente uma qualidade de vida.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

PLANEJAMENTO DE VIDA

José Fabiano Ferraz - 12 -39136519
Você quer ser o protagonista de sua vida? Ou deixar que as coisas aconteçam e simplesmente navegar ao sabor do acaso? Quem é o responsável pelo seu desenvolvimento? São questões desta natureza que levam a refletir sobre planejar a vida. Planejar significa elaborar um plano, projetar algo a curto médio e longo prazo. O planejamento de vida é um roteiro intencionalmente elaborado, que orienta os objetivos pessoais e profissionais. O humano é um ser que se projeta para fora de si mesmo, mas que não pode sair das fronteiras do mundo que o cerca. Por isso o planejamento de vida tem que estar, necessariamente, atrelado aos aspectos da sua realidade que, sem dúvida, podem ser mudados, mas precisam ser conhecidos. O planejamento de vida jamais será algo acabado ele é um esboço, que pode e deve estar aberto a possibilidades entre aquilo que deseja em sua vida e aquilo pode ser. As competências podem ser desenvolvidas, e o único responsável por este desenvolvimento é você mesmo.
O projeto de vida é, portanto, uma antecipação da vida que você deseja ter ou levar. Você já pensou em elaborar um plano de ação e estabelecer objetivos a curto, médio e longo prazo? Muitos responderão afirmativamente, mas não realizarão o plano proposto. Estamos falando do comprometimento que você tem que ter com seu plano de ação, da determinação em seguir o planejamento estabelecido por você mesmo. Às vezes a pessoa não se leva a sério, não é responsável com suas questões, e o seu planejamento de vida exige, necessariamente, responsabilidade e comprometimento. Elaborar um planejamento de vida é importante porque, você precisa saber para onde vai e refletir sobre o rumo que dará para sua vida. E cá entre nós, muitas vezes não temos a mínima idéia de nenhuma destas questões. O que acaba acontecendo é que a pessoa fica agarrada a um cotidiano, esquece ou não encontra tempo para refletir em sua principal tarefa nesta vida. Você tenha certeza, sua principal tarefa é se tornar aquilo que você pode ser. O seu maior desafio é expressar o verdadeiro potencial que existe dentro de você, e que pode estar adormecido, esquecido ou como já falei sufocado por questões do dia a dia.
O planejamento de vida é uma ferramenta de gestão, que te faz olhar para o futuro, traçar estratégias e saber o que quer, ele servirá como um mapa que irá orientar e conduzir às situações que deseja alcançar. Se você trabalha em uma instituição e acredita que o planejamento de vida não se aplica a sua realidade, está deveras equivocado. Hoje a maioria dos dirigentes das empresas sabe que o sucesso de sua organização esta ligado ao sucesso das pessoas, e que as organizações conseguem seus resultados através do sucesso das pessoas. Quem possui habilidade para definir seu projeto de vida, traçar planos de ação aliados a visão de futuro é interessante para instituições modernas.
Na prática o planejamento de vida começa com as questões relacionadas aos motivos que te levam a realizar as coisas no dia a dia. Você precisa refletir sobre seu trabalho atual, suas relações pessoais, a finalidade de suas ações e suas necessidades existenciais. O planejamento de vida é um exercício de autoconhecimento. O seu temperamento é algo que influencia suas decisões. Você direcionou sua vida até o momento e deu o seu melhor sempre. Mas se você não conhece seu temperamento como determinar um plano, uma direção, objetivo e metas que tenham a sua forma, o seu jeitão? Você pode estar andando em círculos, caminhando à margem de sua própria vida. E isto nos diferentes segmentos da vida afetivo e profissional. O seu temperamento pode ser o grande dificultador de sua vida. Se você não conhece seu temperamento fica brigando com suas características, imaginando que poderia ser uma pessoa diferente, ter essa ou aquela característica que observa em outras pessoas. Você não precisa ser outra pessoa para ter um plano de vida que contemple suas próprias características, o que você precisa é conhecer melhor a si mesmo, seu temperamento, reorganizar o que for preciso e desenvolver o que pode ser melhorado. Não existe uma receita para elaborar um planejamento de vida, o que você pode encontrar são alguns métodos que irão te ajudar no autoconhecimento, no posicionamento profissional, no direcionamento de seus desejos e vontades, na determinação clara e objetiva de seus valores, de seu estilo pessoal. Não tenha receio de procurar uma ajuda especializada para elaborar seu projeto de vida, ninguém vai te dizer o que fazer, mas poderá te ajudar a encontrar o que você quer fazer, a descobrir o potencial que existe dentro de você. Comece dedicando algum tempo do seu dia para refletir sobre as questões ligadas ao planejamento de sua vida. E você verá como irá buscar com maior dedicação, a transformação, o conhecimento e a valorização pessoal. O planejamento de vida te dará uma compreensão daquilo que deseja se dedicar na vida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TRABALHAR É SERVIR.




José Fabiano Ferraz - 12 - 39136519


Outro dia escutei aquela conhecida expressão, se eu encontrasse quem inventou o trabalho mataria ele. Uma sociedade estruturada no valor econômico e no consumo precisa produzir, cada vez mais com qualidade e competência. Eu tenho que ser produtivo e qualificado, porque é de pessoas assim que as corporações precisam. Esta é a conseqüência de nossa comunidade globalizada. Hoje quem é exemplar em sua classe de trabalho, faz a sua parte com dedicação, preenche seus requisitos como profissional, reconhece seu trabalho como importante em sua vida, é objeto de interesse para as corporações produtivas. Se você tem alguma dúvida de colocar todas as suas forças em seu trabalho, não tenha, pois, do contrário sua vida profissional estará ameaçada.
Mas agora você deve estar pensando: mas como eu posso fazer isso, colocar todas as minhas forças a um “objeto”, no caso um trabalho ou uma corporação, se ele não é nem de longe um ideal de vida para mim? Está bem eu posso ter exagerado, não vamos pensar em ideal de vida, mas pelo menos um trabalho que eu pudesse gostar. Como vou ter prazer, subordinando-me a uma atividade que não paira como agradável para mim? É importante ter consciência de que trabalhar é servir, sempre foi e sempre será. Se servimos, o fazemos a algum propósito determinado. Pode ser o mais elevado tipo de ocupação, mas o que vai determinar a minha satisfação e o meu bem estar no trabalho que realizo, é o modo de pensar e interagir com a atividade, com as pessoas e o juízo moral que tenho da minha produtividade na sociedade. Você já pensou no fato de que o seu trabalho é para servir a humanidade. Que quando você se dedica ao trabalho, você esta fazendo para humanidade. Não tenha dúvida de considerar o seu trabalho algo especial. Eu não sei o que você faz, mas de alguma maneira o seu trabalho acaba beneficiando minha vida, ou atrapalhando, pode ser uma questão de enfoque. Então quando você vive para humanidade, produz uma atividade e tem consciência de que serve a humanidade, você sabe que sua existência é especial.
Outro dia conversava com uma senhora em meu consultório e ela me dizia que eu era um otimista. Porque ela era dona de casa e o seu trabalho era cuidar da casa, dos filhos e do marido e não via bem nenhum para humanidade no que ela fazia. Perguntei onde seu marido trabalhava, onde seus filhos estudavam e o que eles pretendiam ser quando crescessem. E não foi difícil ela se conscientizar que para o marido poder produzir, em uma das empresas brasileiras que se destacam a nível mundial, trazendo riqueza para nosso país. Que para seus filhos serem no futuro, quem sabe, profissionais que irão facilitar a minha vida ou de meus filhos, ou de meus netos a participação dela era fundamental. Ela servia a sua casa, e com isso servia a humanidade. Se você não está feliz com o que está fazendo, no trabalho ou na vida de uma maneira geral, eu li que somente o feliz vive como quer palavras de Santo Agostinho. A felicidade nada mais é do que a vida em harmonia com o sentimento. Quando a vida não é vista em contradição com o sentimento, eu posso encontrar a importância e a certeza de que estou servindo. O homem produz algo para si, para os outros e para espécie humana isto é uma realidade por si mesma. Hoje trabalhamos mais, porque dependemos mais da humanidade para sobreviver. Hoje trabalhamos mais, pois a humanidade precisa mais de nós e porque nós estamos mais próximos da humanidade, com o avanço das comunicações. Então hoje quando você for para o seu trabalho, pense nas palavras de Agostinho, somente o feliz vive como quer. Um bom dia de trabalho para você.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

José Fabiano Ferraz - Psicólogo - 12- 39136519
Você já pensou em ser alguma coisa? Ou as coisas foram acontecendo em sua vida? Quando brincamos do que vamos ser quando crescer, estamos experimentando o sentido que daremos para nossas vidas, buscando uma verdade sobre nós mesmos que ainda não sabemos qual é. E não tem por onde fugir, o ponto de partida desta questão, o que eu vou ser, começa em conhecer a si mesmo. E é um caminho que devo percorrer sozinho, para interrogar a mim mesmo, me colocar em questão, refletir sobre minhas características a partir de minha própria vida. A consciência de si mesmo é concentração e recolhimento, invariavelmente preenchido de angústia e ansiedade. Mas não para por aí, preciso ir além da fronteira de minha personalidade e de minhas características pessoais. Isto porque obviamente eu não existo sozinho, estou numa relação direta e constante com o outro, seja ele uma pessoa, uma organização ou um estado político. Existe um fora, que me afeta e altera minhas decisões e formas de ver e sentir a vida. Para saber o que sou preciso me apropriar de minhas intenções e da finalidade de minhas atitudes. Isso não é uma tarefa fácil, mas somente a pessoa que conhece suas intenções, e assume a finalidade de suas atitudes pode estruturar sua vida em si mesmo. Fazer um trabalho, ter uma profissão que revele minha intenção e expresse minha finalidade na vida. Mas nós não somos nós estamos, e estamos continuamente sendo nós mesmos, isto quer dizer que estamos construindo cotidianamente o que somos. Nós crescemos na relação direta com ambiente em que vivemos. Ele determina nossas vontades, estrutura nosso modo de ver o mundo e influencia como será nossa participação na vida. O fato é que um conjunto formado pelas condições geográficas, históricas, sociais e econômicas organiza o meu crescimento na vida. De certa maneira antecipam as possibilidades, de tornar a ser o que se deseja.
Então você esta em um trabalho. Qual a finalidade do seu trabalho para você mesmo? Uma vez fiz esta pergunta na sala de aula, e os alunos constataram que a finalidade do trabalho deles era para pagar as contas no final do mês. Aí se estabelece o desvio do meu projeto principal na vida, ser o que desejo quando crescer. Todo desejo só é atingido quando colocado como meta, e nós estabelecemos metas em nossas vidas. Mas será que são as que desejamos? Ou somos arruinados em nosso projeto em favor das preocupações cotidianas. Geramos uma dúvida em nossa vida, ser o que desejamos aquilo pelo qual sentimos que temos talento ou permanecer no anonimato, acovardado diante das pressões sociais. A dúvida só surge quando eu saio de mim mesmo, quando dou maior importância ao que esta fora de mim, ao que é diferente, quando me conheço como um ser limitado e só procuro ampliar meus limites através dos outros. Se você ainda não sabe o que você quer ser quando crescer, não importa sua idade, pois encontrei várias pessoas com mais de cinqüenta anos que se entregaram ao projeto de ser que queriam. Descubra suas verdadeiras intenções nesta vida, encontre uma finalidade para sua vida. E acima de tudo tenha fé, acredite nos seus sonhos. Nenhuma dúvida abala a verdadeira fé. A fé desamarra nossos desejos das correntes racionais, das justificativas de nosso desvio de ser o que somos. Ela permite que o sentimento de solidão que é o sentimento de limitação que nos acompanha, desapareça. Na fé que temos em nosso projeto de vida, em nossa arrancada para ser, desaparece a dúvida porque aquilo que antes era subjetivo se torna objetivo. Como acreditamos acontece conosco. Quando me coloco no caminho de viver aquilo que sou, então crescerei. O desejo não se prende a nenhum obstáculo, a nenhuma lei, há nenhum tempo; ele quer ser realizado. O que você vai ser quando crescer é o que vai te fazer crescer para ser. Pense nisso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

EU POSSO MELHORAR.


José Fabiano Ferraz - Psicólogo - 12 39136519

Hoje vamos refletir sobre o limite do sucesso. Será que somos limitados? Será que algumas pessoas são realmente mais privilegiadas ao sucesso do que outras? Por que para algumas pessoas o sucesso acontece de uma maneira que nos parece impossível de um dia conseguir?
O que faz da pessoa um sucesso é exatamente o seu talento, a sua capacidade e a sua riqueza interna. Se a pessoa tem uma consciência limitada de si mesma, o seu pensamento, o seu sentimento e a sua vontade também serão limitados. O quanto longe uma pessoa enxergar, tão longe se estenderá seus objetivos. E desta maneira também se estenderá o sentimento que tem de si mesmo. Um homem vitorioso possui a força do pensamento, a força da vontade e a força do coração. A força do pensamento é o conhecimento, a força da vontade a transparência do caráter, a força do coração o amor. A razão, o amor e a vontade são os ingredientes que a pessoa tem para conseguir vencer. Podemos melhorar nossa vida, seja em que segmento for através do conhecimento, do amor e da vontade. Então seja o que for que você faça, conheça muito bem a sua atividade, use o poder da razão, da inteligência que você tem, e transforme a sua atividade em uma atividade fácil. Administre a sua vontade, os seus desejos, quem domina sua vontade não se torna escravo da vaidade, dos hábitos e das compulsões. Quem administra a sua vontade consegue uma vitória sobre si mesmo, aprende a domar a fúria das paixões, dos vícios e consegue a transparência de caráter dos homens vencedores. O sentimento é o veículo de comunicação consigo mesmo, viver o sentimento nos dá o poder de amar, de odiar, de vibrar, de sofrer e de viver uma vida que pulsa e que transmite vida. Quem é capaz de sentir, não tem medo do medo, da dor, não tem vergonha da alegria, da euforia e da comemoração da vitória.
Ao olhar para as pessoas de sucesso podemos identificar a consciência que tinham do seu objetivo, marca característica de uma pessoa de sucesso. Quando temos consciência do objetivo somos satisfeitos e completos. A limitação do pensamento, do amor e da vontade é a limitação da própria pessoa em sua vida. E só pode ter consciência de suas limitações a pessoa que alcança a consciência de seu objetivo. Se fizer de suas limitações as limitações de seus objetivos, cometerá o erro, o engano de limitar sua consciência e seus horizontes. Encontrará a desculpa para o comodismo e a preguiça. A pessoa não é nada na vida sem um objetivo, os grandes homens, os homens de sucesso, tinham apenas um foco fundamental e dominante em suas vidas: a realização da meta.
O aperfeiçoamento é expandir os limites do possível, tornar possível o impossível, tornar fácil o que é difícil e tornar o fácil um prazer. Tornar as atividades fáceis e agradáveis é a forma de sucesso, pois assim farão parte de nossa vida habitual, pois, o difícil requer o esforço da superação e teremos a tendência natural de desistir. Se não podemos saltar sob os obstáculos, precisamos aprender a contorná-los, o importante é que a dificuldade seja transformada em facilidade, enquanto para alguns é fácil saltar os obstáculos, para outros será o contorná-los. Isto não quer dizer que devemos evitar o que é difícil, mas sim que através da força do conhecimento, da força da vontade e do poder do sentimento, melhorar nossa habilidade a fim de chegarmos à realização de nosso objetivo com facilidade. Nós podemos melhorar, sempre. Portanto tenha cuidado com seu pensamento, pois ele dirige sua vida, estabeleça um objetivo na vida e tenha o foco firme nele com confiança. Não abaixe a cabeça com as derrotas, não se envergonhe com os fracassos, mantenha todos os seus planos e caminhe sempre em frente, não se desvie do seu objetivo. Você pode melhorar sempre, se continuar, você pode aprender sempre, se acreditar.